DE: CMLB.

Para terminar este meu balanço reflexivo, de âmbito desportivo, sobre a ADE, nos tempos difíceis (dos muitos que teve…), época de 2004/2005 queria referenciar e relevar o papel desempenhado, com grande coragem e honestidade, do meu amigo A. Pereira, o tesoureiro da ADE.
Foi um dos meus braços direitos, esteve nos bons e maus momentos que passamos, procurando soluções financeiras para o Clube, quase moribundo. Esteve sempre ao meu lado. Conversando, “berrando”, gesticulando, saltando, o Pereira não caiu e ajudou a ADE a “sorrir”…
Alguns sócios estiveram ao nosso lado, podiam ser mais, mas foram bons, não é verdade sr. Braga, Dr. Nogueira, Eng. Vitor, José Feliz, Zé Rego, Tarrio, Dr. Bermudes, Padre Delfim?
Com poucos dias da “certidão de óbito da ADE”, eu e o Pereira percorremos o Porto, Matosinhos, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Barcelos, em “tempo record”, contactando advogados, dirigentes, ex-atletas, em suma, uma maratona olímpica para saldar as dívidas e levantar os 3 impedimentos (na Federação P. Futebol) que tinhamos na mão para resolver.
Conseguimos alcançar os objectivos, com inúmeras peripécias, mas, a ADE salvou-se da extinção.
O nosso bem-haja ao Presidente actual do Varzim sr. Lopes que foi um grande amigo de Esposende-ADE-. Ajudou-nos a “desfazer nós” muito apertados e difíceis.
O Pereira aguentou o barco, com soluços e ameaças de saída, agarrou-se à “bóia da nossa coragem”, mas ergueu-se abraçando o “espírito desportivo esposendense”.
Pessoalmente jamais abandonaria a ADE no precipício em que ia mergulhar.
Sr. João Vilarinho, sócio nº1 da ADE, pensei em si, no seu amor ao clube e isso, deu-me forças para não o trair porque sofria a “doença moribunda” que assolou a nossa ADE.
O Sr. Silveira remou connosco e a “catraia Desportiva” não naufragou. Hoje, navega com outros excelentes “timoneiros” e um novo Capitão Magalhães, não é Fernando, mas é um bom navegador, acolitado pelos restantes tripulantes da “catraia”.
Isto, irá contribuir, como testemunho escrito, para a posterioridade para que, um dia, se faça a “estória” e ” HISTÓRIA” do ESC e da ADE.
Um abraço desportivo.
Carlos Barros
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