Bom dia Fernando.
Com estas saudações matinais e, antes de partir, para mais uma jornada de trabalho -Escola B.I.Forjães- onde tenho à minha espera 19 “Flores em pleno crescimento”, quero apenas deixar um testemunho, mais um, sobre o ESC, com alguns dos seus tempos idos, recordando peripécias que deverão ser registadas para bem da nossa cultura desportiva local.
No dia dos “Fiéis”, num domingo teimosamente chuvoso e desagradável, recolhi-me fora do cemitério e encostei-me, a três antigos jogadores do ESC: SOTERO, “uma lebre velocista”, o TIÃO SAGANITO e o CARLOS DA ARRANCA (com 17 anos de ESC/ADE) entre outros amigos, Manuel Fidó e alguns transeuntes.
No meio da conversa falamos das grandes vitórias perante clubes de grande valor, naquela altura, como o Gil Vicente, Famalicão, Riopele, Vianense, Monção, Fafe e o Vizela. Falamos do guarda-redes GRAÇA que jogou no S.C.Portugal que grande exibição fez contra o FAFE (dos jogadores como Portugal, Djunga…) onde o ESC ganhou por 3-0.
As grandes exibições do SAGANITO, secando as “vedetas” dessas equipas adversárias e no terreno pelado, saibroso, molhado o Saganito era rei, com as suas antecipações e marcações serradas, não dando um milímetro aos seus opositores.
E o SOTERO embalado pela direita que “Chita endiabrada”, ultrapassando os adversários de uma forma vertiginosa, fazendo centros para o ADELINO, JORGE e mesmo, JOÃO VILARINHO, embora de estatura baixa, marcava muitos golos, aproveitando também , do outro flanco, os centros do meu amigo António Pinto, com os seus pezinhos de “lã”. Nessa altura, o João ainda não comia “Abrótia”…
E o grande “INHENCO”, um génio à solta, quando queria, com exibições empolgantes.
Estes jogadores do ESC falaram das suas idas às TASCAS, nos “subúrbios ” dos campos adversários, quando iam jogar fora. Por vezes, apanhavam cada “piela” (a afirmação é deles) que nem viam a bola e os resultados desportivos teriam que ser catastróficos – p. e. na Oliveirense que apanharam 7 ou 8 a zero…).
O Fernando “Inhenco” era devorador de malgas de bom tintol e o Saganito, nesta conversa informal, afirmava que a beber ele era melhor…
Naturalmente, estas peripécias não são nada abonatórias para um bom desempenho desportivo, mas os tempos eram outros e estes ex-atletas do ESC contavam estas “estórias” com alegria e grande espírito de humor.
Entretanto, chegaram os sr. Padres -Delfim e Monsenhor- e acabou-se a alegre conversa e lá fomos para o cemitério com outro semblante, o que é natural, pois íamos “chorar interiormente os mortos” nossos familiares e amigos.

Carlos Barros

Anúncios