Um homem, um atleta, um dirigente, um treinador, para sempre recordar.

O António Pinto fez parte do elenco histórico de futebol do ESC, sendo um atleta brioso, dedicado e valente, dentro e fora das linhas do futebol -ESC-.

O Pinto era um jogador médio brioso, tecnicista, lutador com um estilo de futebol muito próprio, não desfrutava de muita velocidade mas a sua inteligência de jogo superava aquele “handicap” e os seus centros para a área dos adversários, eram certeiros para as cabeças do João Vilarinho, o Baixinho, Adelino e outros avançados.

O Pinto, grande amigo do Sr. Porfírio, o seu segundo pai, exercia a sua actividade profissional, como funcionário da Empresa de Camionetes Cascão Linhares e trabalhava ora em Esposende, ora em Braga para que o sr. Porfírio, em determinados momentos, especialmente no Verão, desfrutasse de umas férias em Esposende com a sua família.

O Pinto para além de atleta, foi um dos fundadores da ADE e dirigente do nosso clube, para além de treinador abnegado das camadas jovens do Esposende.

Em 1965, o Pinto treinava a equipa da “Ínclita Geração”, banhada a ouro, a equipa de Juniores do Esposende, onde pontificavam: Alfredinho, João C., Russinho, Lano, João Maria, Gomes, Manuel Fidó, Alcino (O Nené do Esposende…), José Maria Lucas, , Chinela, Manuel Joaquim, Rui Manuel entre muitos outros jogadores.

Ficou famosa a digressão da sua equipa a França, num torneio onde saíram vencedores tendo o Rui Manuel marcado a grande penalidade que ditou o vencedor, neste caso o Esposende.

O Pinto, uma referência do ESC, como jogador, dirigente e treinador e sócio do ESC/ADE fez parte de grande equipas do Esposende, sendo uma das célebres, a seguinte:

Graça: Pilar, Passos, Amâncio, Carvalho e Tião Saganito; Sotero, João Vilarinho, Pinto (o nosso Homem…), Leonel Laguna e Cruz .

Com António Pinto, muitos outros jogadores do ESC jogaram com ele em que espraiaram a sua classe, sendo muito respeitados pelas equipas adversárias: Aníbal Mó, Augusto -Guarda-redes-, Carvalhinho e o grande Fernando “Inheco” (entre muitos outros) que passou ou resvalou ao lado de uma grande carreira porque os tempos eram outros…

Para que a nossa memória colectiva não nos traia, faço este registo escrito a um Homem que ainda hoje fala do ESC/ADE com amor e saudade.

Carlos Barros
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