Lançamento da primeira pedra
No passado domingo, dia 26 de Setembro, foi lançada a primeira pedra do Centro Educativo de Fão, um equipamento orçado em aproximadamente 1,7 milhões de euros, que deverá estar concluído no início de 2012.
O Presidente da Câmara Municipal de Esposende considerou o momento “histórico” e “deveras importante para o futuro da comunidade” local, lembrando as dificuldades do processo, desde a negociação do terreno até à obtenção do despacho de declaração de interesse público por parte do Governo, que demorou treze meses, prazo “claramente exagerado e incompreensível”. João Cepa apontou o acto como “mais um passo na aposta na educação de qualidade” e assegurou o empenhamento do Município em garantir as melhores condições de ensino, criticando o fecho de escolas por razões economicistas, a “distribuição de computadores a granel”, o facilitismo no acesso ao ensino superior e o que chamou de “via verde para acabar com os chumbos”.
Ainda no plano da Educação, o Autarca considerou positivas as medidas do Governo em matéria de actividades de enriquecimento curricular e de construção de novos equipamentos educativos, contudo, não deixou passar a oportunidade de manifestar “indignação” face ao que classificou como “um bom negócio para o Estado” e explicou: o custo da obra é de 1 milhão 770 mil euros, dos quais 1 milhão 474 mil euros serão pagos por fundos comunitários e o restante, 296 mil euros, pela Câmara Municipal de Esposende, sendo que o Estado vai receber 85 mil euros de IVA. “O Estado português não mete aqui um tostão e a Câmara Municipal de Esposende tem que lhe pagar 85 mil euros de impostos para poder dar melhores condições de educação e ensino às crianças de Fão”, afirmou, recordando que o Município pagou, durante o ano de 2009, 800 mil euros de IVA para investir na melhoria das condições de vida da população. João Cepa deixou por isso o desafio ao Governo para que crie condições para que seja devolvida às autarquias parte do valor dos “impostos que andamos a pagar para criar melhores condições de vida às populações”.

Na sua intervenção, o Autarca lembrou o recente investimento na construção do Centro Escolar de Esposende e anunciou o lançamento do concurso público para a construção do Centro Educativo de Forjães, até final do presente ano. Apesar da conjuntura económico-financeira desfavorável, João Cepa prometeu empenhamento para, até final do mandato em curso, avançar com a construção dos Centros Educativos de Marinhas e de Apúlia e com intervenções de requalificação e ampliação de outras escolas, adoptando-as ao modelo de centros escolares.

Aos fangueiros presentes, o Presidente da Câmara Municipal fez notar o investimento que está a ser feito na requalificação dos arruamentos do Pinhal de Ofir, ao abrigo do programa Polis Litoral, e apontou como prioritários os projectos da requalificação da zona ribeirinha de Fão, entre o Cortinhal e o Caldeirão, e a construção da Variante que ligará a Estrada Nacional 13 ao Ofir.
Por seu lado, o Presidente da Junta de Fão sustentou a “importância e simbolismo” da cerimónia de lançamento da primeira pedra do Centro Educativo com o “impacto positivo” que este terá na comunidade escolar e na comunidade fangueira, em geral, na medida em que “serão incomparavelmente melhores as condições das aulas”.
Refira-se que o futuro Centro Educativo de Fão terá três salas de actividades afectas ao Pré-escolar mais duas de componente sócio-educativa, sete salas de aula afectas ao 1º Ciclo mais duas de enriquecimento curricular, sala de informática, laboratório, biblioteca e refeitório, assim como serviços para a confecção e preparação de refeições. O projecto contempla também instalações para os serviços administrativos e de apoio à actividade lectiva, instalações sanitárias, polivalente, recreio exterior coberto, campo de jogos e parque infantil.
Para uma segunda fase está projectada a construção de um Pavilhão Gimnodesportivo, que dará não só apoio ao estabelecimento de ensino, mas que também se integrará na nova zona desportiva de Fão.