Por MANUEL ALBINO PENTEADO NEIVA
Candidato do PSD

A Cidade de Esposende e todo o litoral do concelho deve a sua existência e sobrevivência, ao longo dos séculos, principalmente a dois factores de excelência – o Mar e a Foz do rio Cávado.
Durante o século XVII, começa o martírio para todos os que viam neste binómio a sua base de sobrevivência. Esposende e Fão que tinham uma importante ligação à actividade marítima vão, a partir daí, ver a sua vida profissional dificultada começando a restringir-se à prática de uma pesca costeira, a alguma actividade de transporte marítimo e, sobretudo, à construção naval.
A saída para o mar vai-se dificultando e, pese embora as inúmeras petições para que os governos invertessem esta situação – desde o século XVII até aos dias de hoje – este problema mantém-se para desespero dos agentes locais sejam eles da área da pesca ou mesmo do turismo e economia.
Todos nós conhecemos a luta constante dos pescadores do concelho pela melhoria e estabilização da barra de Esposende. Todos temos assistido a verdadeiras peregrinações de governantes – de todos os partidos políticos – que aqui vêm prometer soluções e anunciar estudos.
Estudei recentemente todos os projectos relacionados com o Rio Cávado e a Barra de Esposende – desde 1795 até meados do século XX. Poder-se-à dizer que, uns por determinado motivo, outros por outro, todos falharam. Uns iniciaram obras que depois foram abandonadas outros nem saíram do papel e dos gabinetes.
Não é difícil, no entanto, saber as razões porque isso aconteceu e certamente serão ainda as mesmas que presidem, ainda hoje, ao adiamento deste grande projecto. Falta de empenho regional. A costa esposendense, o rio Cávado, a sua foz e a barra têm que ser encarados como de grande interesse regional e por isso não deve nem pode ser olhado somente como uma vontade dos esposendenses.
Se por um lado a estabilização da barra é uma grande prioridade, não é de menor importância um porto fluvial funcional no estuário do Cávado e a navegabilidade do mesmo até bem perto de Braga. Talvez se possa dizer que este último projecto – tornar o rio navegável – transversal a pelo menos três municípios, serviria uma numerosa população sediada na sua bacia hidrográfica e era, sobretudo, de grande utilidade para a economia da região e do distrito. Este seria, quanto a nós, basilar para que os outros dois objectivos se concretizassem. É importante e fundamental que os municípios de Barcelos e de Braga se aliem a Esposende na concretização deste objectivo e o elevem a projecto Intermunicipal e passe à ordem do dia da CIM Cávado.
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