A Bininha, “a nossa menina”, como dizia carinhosamente a esposa do Zé Rego, sempre prestou um elevado serviço no seio da sua familia, ajudando nas lides domésticas, fazendo recados e cumprindo outras funções zelosamente, apesar das suas “limitações”.

Na rua era respeitada, muito acarinhada e tinha sempre um sorriso para os amigos.

Quando passava por mim, perguntava-me:

– A sua mãe (Jandira) está boa?

Respondia-lhe com a profunda amabilidade e respeito que desfrutava pela “nossa menina”:

– Está sim, obrigado Bininha.

Na pensão Rego, no Largo Tomás de Miranda, a Bininha ajudava nas lides domésticas e o seu sorriso tímido, contagiava-nos.

Neste dia de despedida, estive presente, confortando, na medida do possível, os meus grandes amigos Zé Rego e Sr. Fernando, que no cemitério davam as despedidas à “nossa menina”.

A Bininha ficará sempre nos nossos corações porque era humana, gentil e zelosa e tinha uma sólida amizade com todos os irmãos e com o Toninho, essa amizade fraterna era infinita.

Deste amigo, do Fernando Rites, que sofre, no Brasil, a perda da “nossa menina”, apresento profundas condolências e Esposende foi atingido por uma dor profunda pela perda da “nossa menina”

Uma saudação e menção especial para o Zé Rego e esposa que acolheram até ao “último suspiro” a “nossa menina”. A minha homenagem para eles porque foram grandes na hospitalidade, no acolhimento fraterno, na compreensão, na perseverança, e no amor que presentearam à “nossa menina”.

Que, a sua Alma, descanse em paz, porque merece e Deus acolherá nos Seus braços divinos a “nossa menina.”

Carlos Barros
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