Fotos: FR

“Olha o gelado da Olá! Olha o geladinho!”. Paulo Mendanha, 48 anos, o vendedor de gelados, fazia-se ouvir na praia Suave Mar, em Esposende ao início da tarde de anteontem – um dos primeiros dias do mês que mais veraneantes atraiu ao concelho. Mas o negócio sazonal já não é o que era. “É a crise”.

Desde os 16 anos que o vendedor ambulante percorre as praias esposendenses com a arca congeladora às costas. “Mas as pessoas já não compram tanto como antigamente. Antes havia muitos que gostavam de oferecer gelados às crianças, mas hoje em dia já se contêm mais, dizem que não querem e evitam comprar”, referiu.

A família Sá, de Viana do Castelo, passa férias na praia de Suave Mar há anos. “Temos cá casa e acabamos por vir cá todos os anos passar uns dias”, comentaram à equipa de reportagem do jornal ‘Correio do Minho’.
“Gostamos desta praia em especial porque tem pouco vento”, garantiram os membros da família Sá.

“Decidimos vir para aqui por-que temos cá amigos, mas também porque esta é uma praia muito limpa, além de ser vigiada pelos nadadores-salvadores”, comentaram.
Lurdes e José Miquelino são o casal que investiu no bar ‘Mar Alto’ que concessiona a praia e garante a sua segurança com a contratação de dois nadadores-salvadores, a quem pagam mil euros por mês durante a época balnear.

Mas Lurdes Miquelino refere que “os hábitos dos portugueses estão a mudar no aspecto de férias.
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“Ainda tenho clientes que alugam barracas há muitos anos e que acabaram por passar essa modalidade de férias para os seus filhos, que continuam a vir”, salientou a responsável.
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“Investimos aqui num novo bar o ano passado porque queremos que os nossos filhos dêm continuidade a esta bonita actividade. Fazemos grandes amizades”.
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