CORREIO DO MINHO

“Estou a acabar um livro como remate para as bodas de ouro sacerdotais. Estou reformado desde 2003, mas trabalho na mesma, ou se calhar ainda mais. É a mesma coisa e estou a fazer 50 anos de sacerdócio”, diz-nos António Franquelim Neiva Soares, distinguido a 19 de Agosto com a medalha de mérito cultural pelo presidente da câmara municipal de Esposende.

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Perguntamos-lhe que significado atribui à medalha de mérito cultural agora atribuída pela câmara de Esposende.

“Significou o reconhecimento público do meu trabalho, que tenho feito de um modo discreto, mas acho merecido. Trabalhei sem interesse nenhum, mas acho merecido este reconhecimento”, responde, apressado, como quem tem imenso para fazer e pouco tempo para conversas.
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Neiva Soares é detentor de um dos mais cobiçados espólios documentais e bibliográficos que se conhecem na região. Segundo várias pessoas que lhe são próximas, possui em Braga dois apartamentos repletos de documentos e de primeiras edições, em quantidade tal que já não lhe será possível estudar tudo quanto possui em arquivo.

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