Face ao aumento do IVA da electricidade, de 6% para 23%, que implica um acréscimo anual ao Município de Esposende na ordem dos 135 mil euros, a Câmara Municipal vai implementar um conjunto de medidas com vista à diminuição dos custos com a iluminação pública e decorativa.

Embora o Município tenha em vigor, já desde 2007, um Plano de Gestão Sustentada da Energia, no âmbito do qual têm vindo a ser implementadas inúmeras acções de boa gestão energética, com esta nova realidade impõe–se a adopção de medidas ainda mais drásticas e rigorosas, que permitam minimizar este severo problema.
 

Assim, entre outras acções, a Autarquia vai proceder ao corte total da iluminação pública nas estradas nacionais e da iluminação decorativa, bem como à redução dos pontos de luz na iluminação pública nos arruamentos municipais.
 

Atendendo a que as estradas nacionais são vias da responsabilidade da Estradas de Portugal, S.A., o Município não mais poderá arcar com este custos, esperando–se que quem de direito venha a compreender este problema e tome as devidas providências no sentido de assumir as responsabilidades que lhe compete.
 

Outra das medidas passa pela redução dos pontos de luz na iluminação pública nos arruamentos municipais, que se traduzirá no corte intercalado das luminárias. Sempre que possível, aproveitar–se–á para se efectuar a substituição de lâmpadas de vapor de mercúrio (brancas), por lâmpadas de vapor de sódio (amarelas), ambientalmente mais ajustadas e que permitem, também, poupanças no consumo. A estas acções acrescenta–se a redução da potência das lâmpadas, sempre que tal seja tido como possível e pertinente.
 

Dado que a iluminação decorativa representa também um peso considerável na factura energética que a Câmara Municipal suporta, vai proceder–se à sua eliminação, após a devida articulação com os responsáveis pela gestão dos espaços e equipamentos onde a mesma se encontra instalada.
 

Para além destas medidas, serão implementadas outras estratégias de poupança, como, por exemplo, a continuidade da instalação dos relógios astronómicos, uma tecnologia que tem permitido um melhor ajuste nos termos de iluminação pública em função da luminosidade ambiente.
 

Uma outra medida em curso é a aprovação de um conjunto de normas técnicas que permitirão uma melhor organização/gestão das tecnologias de iluminação a serem instaladas no concelho.
 

O Presidente da Câmara Municipal de Esposende, João Cepa, manifesta a convicção de que “todas estas medidas serão bem acolhidas” e sublinha que “de facto, e lamentavelmente, não existem outras soluções que permitam minimizar os severos problemas financeiros que decorrem dos avultados aumentos na factura energética, pelo que a colaboração de todos se torna fundamental”.