Foi uma semana complicada, marcada por uma greve geral (GG=G2) dominada pela contestação social, por algumas infiltrações de pessoas radicais,  indignados e outros ligados a movimentos anti-globalização. Convém dizer que no cômputo global correu tudo bem e não houve mortes! O país está adormecido ou conformado para os tempos difíceis que virão, a tal ideia de inevitabilidade, de que não vale a pena lutar por que se pensa no melhor para si ou para os seus! É o tradicional fatalismo lusitano que bebe na fonte do fado de um povo triste e amargurado, cuja alma negra perdurará e não conseguirá conquistar a desejada felicidade. Ficará contido na sentida saudade daquilo que foi bom e jamais voltará a esse tempo de bonança. Amália Rodrigues até chorava a cantar, até que a voz lhe doesse, não era assim?! Noutra cantiga, mostrava a essência de um povo que lavava no rio e talhava as tábuas do seu caixão. Nem de propósito, o tempo atual é mesmo de enterro e falta de esperança! Chegados ao fim de semana, o fado é categorizado pela UNESCO como património imaterial da Humanidade, um título que deixa o “ego coletivo” do português orgulhoso e reconhecido internacionalmente, como sendo expressão de vida, lição de cultura, canção urbana e marca histórica!