A Reforma da Administração Local

Quando se começou a discutir a Reforma da Administração Local proposta pelo Governo, sempre disse que a batata quente seria atirada habilidosamente para as mãos dos órgãos autárquicos e que caso estes se recusassem a participar na discussão e decisão de uma nova organização administrativa do seu território, ela seria feita em Lisboa a régua e esquadro. Era evidente que se tal viesse a acontecer, quando as populações se manifestassem, alguém de Lisboa diria “as Assembleias de Freguesia, a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal tiveram oportunidade de apresentar uma proposta diferente e não o fizeram”.
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Confirma-se a estratégia que eu sempre disse que estava a ser preparada na capital.
Assim, perante a iminência do Governo avançar teimosamente com esta reforma, com a qual discordo totalmente, quero deixar desde já bem claro que me recuso a participar em qualquer discussão que vise a extinção de qualquer uma das 15 freguesias do concelho de Esposende, nem subscreverei qualquer proposta de uma nova divisão administrativa a apresentar à Câmara Municipal.
O Município de Esposende transitou de ano sem qualquer factura vencida por pagar, acabou de ser classificado como um dos 10 municípios mais eficientes do país (o único da Região Norte no top 10) e foi capaz o longo dos anos de promover um desenvolvimento sustentado e equilibrado do concelho. Não precisa de nenhuma Reforma da Administração Local.